quinta-feira, 1 de novembro de 2012



Eu fico triste com tristezas que não deveriam me pertencer, da mesma forma que me alegro com vitórias que não são minhas. Fico pensando como tantas pessoas podem se meter na vida do outro por simplesmente acharem que devem, sem saber nada, nada, nada, que pode estar se passando.

Vejo como as pessoas estão, na maioria, prontas para julgar, para apontar, dizer se gosta ou não da pessoa ou da atitude. Falam de como alguém é a primeira vista sem nem se dar ao trabalho de conhecer, nem que seja por cinco minutos. Julgam por uma ação, sem saber quantas histórias emaranhadas tem só naquela vida, quanta coisa já teve que engolir, quantas marcas estão ali sem cicatrizar, quantas surpresas ela já teve que superar.


Querem logo rotular o outro e separá-lo por categoria. São tantas pessoas perfeitas vivendo nesse mundo e eu ficando cada vez mais assustada. E nem vejo isso como uma questão de religião. Vejo como uma questão de humanidade. De se ver como humano, saber que erra e que o outro também está passível a isso. Se pararmos um único segundo que seja já vamos lembrar que somos cheios de defeitos. Será que não podemos lembrar disso ao julgar o outro? Será que não podemos apenas compreender ao invés de apontar?

terça-feira, 18 de setembro de 2012



Não adianta ficar inventando desculpa em cima de desculpa para justificar a falta de jeito do outro. Criar mil hipóteses para convencer a si mesma que ele está interessado, mas tem medo de falar o que sente. Que ele também quer viver uma linda história ao teu lado, mas está confuso. Que é contigo que ele quer seguir, mas é meio maluco. 

Chega uma hora que tudo fica claro. Quem quer compartilhar uma história quer e ponto. Fala, corresponde, conta os dias para vê, grita o quanto está com saudade. De todas as formas possíveis. Quem gosta, gosta. E não tem o que complicar nisso. Não tem armaduras que resistam quando duas pessoas querem. Isso é um fato. A gente que complica, enchendo a história de vírgulas, exclamações e interrogações. Mas um amor de verdade é construído cheio de reticências, de vontades e continuidades.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012




Sabe, às vezes eu tenho vontade de ver a minha vida como em um filme, de cima. Ver o que acontece naqueles momentos em que não estou presente, mas que continuam fazendo parte de mim. De tanto assistir nos filmes aquelas cenas em que a mocinha sai de casa e no segundo seguinte o mocinho aparece em sua porta, fico pensando quantas vezes pode ter acontecido isso comigo. Na verdade, eu queria mesmo era entender todos esses desencontros que andam acontecendo. Todos esses “não era para ser” que venho colecionando. E mesmo querendo entender, eu não lamento por essas histórias que não acontecem. Só eu sei o quanto é complicado pensar assim. 

Eu nunca tive medo de amar. Mas sempre tive muito medo das histórias inventadas, dos amores não sentidos, das palavras “da boca pra fora”, das pessoas que simulam momentos e não sentem nada daquilo. E eu não quero viver uma história só por viver, só para dizer que tenho. Apenas quero viver “a que vai acontecer”, que vai ser boa, feliz e verdadeira. A que eu ainda não vivi.

Sei bem que ele não virá em um cavalo branco dizendo que vamos ser felizes para sempre. E nem quero isso. O mundo está cheio de amores eternos que no outro dia não são mais nada. Mas eu queria que ele viesse falando que é do meu lado que quer ficar. Que tem um monte de problemas sim, mas que problema não é desculpa para não amar. E nada mais precisa ser perfeito, basta ser a gente.

sábado, 11 de agosto de 2012



Quando você chega ao limite descobre que é exatamente ali que deveria estar. O limite te desafia. Te faz repensar a vida e procurar uma nova forma de encará-la. É preciso se reinventar, vê o que deve permanecer e o que só atrapalha, o que ocupa mais lugar do que deveria, os conceitos que não valem mais e quem realmente se importa e está ao seu lado. E assim, sigo reinventada!

sexta-feira, 20 de julho de 2012



Amigo são amigos, e sabem-se quando são. Não adianta tentar entender e nem buscar explicações lógicas paras as amizades, são e ponto. Não precisa de uma identificação real, é uma ligação de alma. Podem ser a dez anos, um mês ou uma semana. Não tem regra, me identifico com alguém e passo a confiar de uma forma que não importa o tempo, mas sim os momentos em que compartilhamos juntos. Momentos de sorrisos, dúvidas, festas, conselhos e até mesmo silêncio. Amo meus amigos e tenho consciência da extrema importância que eles têm no meu caminho. 

Amigo, aquele que abraça forte, que faz bem, diz que ama sem vergonha, que reclama ou elogia, sorri ou chora junto, te apoia ou não, mas que acima de tudo, é amigo. Amigo, aquele que não precisa fazer nada, apenas ser.  A vocês que fazem parte da minha vida, próximos ou distantes, de abraços recentes ou de saudades, de muitas conversas ou poucas, lhes ofereço amor, abraços, sinceridade e companhia. E os que são, sabem. Feliz Dia do Amigo!

domingo, 1 de julho de 2012


Tantas pessoas afirmam com certeza que te conhecem. Mas o que significaria conhecer? Elas te perguntam nome, idade, onde mora e trabalha e já afirmam conhecer alguém. Não, não conhecem. Quantas pessoas perguntam sua cor preferida, sua estação favorita e qual o dia mais feliz que você já teve? Poucas. Precisamos de um mundo onde tenha mais gente disposta a conversar por mais de cinco minutos. Que se olhem e sorriam juntas. Que estejam dispostas a se conhecerem de verdade, porque de superficialidade o mundo já tá cheio.

terça-feira, 19 de junho de 2012



E a qualquer momento você pode perder qualquer pessoa que está na sua vida. Isso é tão lógico e ao mesmo tempo passa tão desapercebido. Nos habituamos a ver as pessoas no dia-a-dia e nem ligamos muito em falar das suas importâncias. Mas se amanhecer e essas pessoas não estiverem mais lá? Será que teríamos dito tudo, tudo, tudo, que tínhamos vontade? As pessoas vivem com medo de dizer o que sente, de abraçar quando tem vontade, de rir sem formalidade, de brincar, de espalhar sentimentos bons por achar não ser a hora propícia... Quando será que vamos viver com tudo que podemos ser?

E muitas vezes pensar nisso, dói...