terça-feira, 17 de abril de 2012




Eu guardo os melhores versos que me vem à mente para te contar. Guardo porque algo me diz que você quer ouvir. Os melhores sorrisos, inconscientemente, estão ficando embrulhados, mesmo eu querendo mostrá-los ao mundo. Guardo com o carinho de quem aprecia relíquias. 

Sabe quando você nem vê a luz no fim do túnel, mas acaba acreditando que ela está lá, que só basta dar uma olhadinha melhor e logo enxergará?  Acho que é assim que eu acredito nesse momento. E nem me importo se for uma esperança boba. Nunca vi ninguém morrer de esperanças.

sexta-feira, 13 de abril de 2012



1, 2, 3... E você terá a última chance de superar seu medo, ou então desistirá de uma vez por todas e o resultado sempre será uma incógnita. Tudo depende de arriscar, ou não. Você olha para o rosto das pessoas, elas te apoiam, gritam seu nome, dizem que você consegue, enquanto outras parecem estar apreensivas. Mas tudo isso só depende de você, do quanto você terá coragem, do quanto terá confiança. Fechei os olhos e me joguei, não pensei em mais nada, apenas me joguei. Você não tem certeza do que pode acontecer e só pede a Deus que dê certo. Por milésimos de segundos tudo isso pareceu uma eternidade. E eu pulei de uma pedra na cachoeira.

quarta-feira, 28 de março de 2012


Hoje eu estava lembrando dos livros que lia quando pequena. 
Me lembrei dela, da primeira pessoa que me presenteou com livros, vovó. 
E bateu uma saudade. Uma vontade de sentir o seu cheirinho de novo.
Uma vontade daquele abraço em que eu sumia no meio dos afagos.
Uma vontade de carinho, de amor sincero. De chorar no seu colo. Uma vontade de reviver.

sábado, 24 de março de 2012


- Nós nos conhecemos há quanto tempo, amigo?
- Acho que há uns dez anos, porque?
- Lembra quando eu te disse que ficaria sozinha, que não queria mais abrir mão de me sentir bem só comigo? Então, eu tinha razão.
- Você não pode dizer isso só porque algumas estórias deram errado - ele riu - você simplesmente não pode ficar sozinha.
- Por quê?
- Por quê? - ele encarou e menina de cabelo castanho longo parada a sua frente e respondeu sério - Porque você tem esses olhos que fazem pessoas sorrirem e sempre olha nos olhos quando conversa dando a outra pessoa confiança e credibilidade. Porque você gosta de andar de mãos dadas e ama abraços. Quem hoje em dia gosta disso criatura? E as mãos dadas são justamente para te lembrar que você não está sozinha. E os abraços, se não me engano, é porque te deixa segura e te faz sentir querida. Porque você sorri com a alma e chora com ela também. Você é sentimento puro. E eu acho horrível quando você vem choramigando dizendo que fulaninho está gostando de você e você não sabe como dizer que não é a mesma coisa que estás sentindo ou que ciclano te magoou e você enumera mil defeitos em você para justificar que a pessoa não gosta de você. Acha mesmo que isso é possível? Porque você tem essa terrível mania de se doar demais, se entregar em excesso, mas isso te faz tão linda porque você não tem medo. Você gosta tanto de pessoas, acredita tanto em sentimentos que caminha de olhos fechados quando o assunto é coração. Porque você é corajosa, coração!
- Me abraça?
- Sempre.

quinta-feira, 22 de março de 2012


"És, presença. E, mesmo quando és ausência, és muito mais do que saudade. És vontade de ver de novo, de ver mais, de ver mais perto, ver melhor. E tocar, de modo que, cada toque, eu tenha um pouco mais de ti em mim, para que não haja mais ausência. Te encontrar virou apenas uma questão de fechar os olhos. Tenho confundido 'eu' com 'nós'. Mas essa confusão só me acontece porque eu tenho certeza de tudo que eu sinto. E o que eu sinto é o tal do amor. Aquele surrado, mal falado, desacreditado e raro amor, que eu achava que não existia mais. Pois existe. E arrebata, atropela, derruba, o violento surto de felicidade causado pelo simples vislumbre do teu rosto..."

[Caio F. Abreu]

quarta-feira, 7 de março de 2012


"Se não aconteceu é porque não tem naturalidade nisso"
[Fábio de Melo]

E essas palavras estão ecoando na mente e no coração. É, acho que você tem razão. Quantas vezes nós insistimos em construir relações onde não há espaço, onde não há consentimento, onde só encontramos apertos. Dá uma sensação de ser alguém intruso. De estar ali forçando as situações. De que a qualquer momento você tem que sair correndo deste lugar.


A gente não pode exigir que o outro nos ame, que o outro nos queira como amigo, nos queira como amor. A partir do momento que eu exijo, a essência desse sentimento já começa a ser desfeita. Amor é naturalidade. Muitas vezes, queremos tanto estar perto que acabamos exigindo muito, falando demais e percebendo de menos. Não é saudável correr atrás de afeto. Ou você tem, ou não tem. E isso pode até mudar, mas só se existir vontade.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Escrever sobre saudade é tão bonito. Sentir já não é tanto. Pode até ser a certeza de que o passado valeu à pena. Mas quando você sente saudade de coisas que poderiam ter acontecido e não aconteceu? Sente saudade do que poderia ter dito e foi calado? Ou saudade de quando você tinha certeza de que seguiria aquele caminho, mas não foi? Tudo isso, só nas lembranças, machuca.

Só que eu coloco aquela música e lembro dos momentos reais. Vejo que a saudade é maior do que se imaginava. Sabe aquelas lembranças em que seu coração acelera, dói e ao mesmo tempo você agradece por tê-las? Eu olho as fotos, lembro dos momentos engraçados, divertidos e sinceros. E lembro também dos que não foram fotografados. Lembro de você. Das mensagens, de correr na chuva, da visita inesperada e dos seus abraços. Dos sorrisos, das músicas, do cinema e das perguntas. E todo dia tento repassar algum detalhe. Tenho medo de perdê-los e ficarem esquecidos em algum canto da casa. Eu quero deixá-los no coração, ondem me fazem feliz. Já a saudade... Eu queria mesmo era ter você por perto, não importava aonde. Era só você chegar com esse sorriso, que a saudade tratava rapidinho de arrumar as malas e ir embora.